terça-feira, 8 de novembro de 2011
Arisnei recebeu a visita do amigo José Ferraz (celebrante)
O PROFISSIONAL DE CELEBRAÇÃO
Desde o inicio de minha atividade como celebrante percebi, que sobre esta atividade paira a dúvida da nomenclatura correta para designar o praticante da mesma. Para além da natural confusão com padres, pastores e ministros religiosos, ainda pesa sobre esta a associação com o cerimonialista e algumas vezes, inclusive é objeto de junções que demonstram mais confusão ainda a terrível "celebrista".
Neste tempo, algumas vezes perguntei-me sobre quem seria o celebrante e quem poderia ser considerado como tal. Embora não me sentisse uma autoridade no assunto, inclusive a questão da autoridade do celebrante já foi muitas vezes objeto de reflexão, isto tudo me fez aprofundar sobre esta que talvez seja uma atividade inédita, única e específica: a atividade do Profissional de Celebração. No princípio pensei se tratar de celebrante de casamentos, alguém que viria a substituir o Juiz de Paz, uma imitação dos celebrantes americanos ou mesmo um MC com atribuições mais específicas, como certa ocasião em Ctba uma cerimonialista tenha dito que "isso que você faz é para homenagens nas festinhas de quinze anos!". No entanto foram os noivos, a Autoridade maior do casamento, os sujeitos do Ato, que me esclareceram a questão e que através de suas avaliações construíram o que não temos dúvida de chamar de Profissional de Celebração. Primeiro para ser um profissional esta pessoa tem que ter conhecimentos específicos para a função, o que não será Teologia, pois não se trata de um ministro, nem tão pouco Jornalismo ou Comunicação, por não se tratar de uma apresentação ou canal de comunicação ou ainda Coaching por não se tratar ele de um motivador de pessoas. Segundo os noivos é necessário sim saber falar, mas, mais do que palavras, devem conter a verdade e é importante ter uma boa apresentação ou postura, mas que não tenha a soberba de um "dono da verdade", que tenha cultura e conhecimentos, mas que entenda que os noivos não querem apenas estórias bonitas e sim que entenda a essência da história do amor deles. Parece-me que as Escolas de Celebrantes serão dirigidas por casais e a Universidade que terão que freqüentar é a da Uni Verdade e o diploma o de Doutorado em Escutar. Os meus contratantes me ensinaram que ser profissional não é só ter um site, boa apresentação, um Livro de Assinaturas, diplomas ou depoimentos de casais satisfeitos e sim, se no ato de celebrar o casal sentiu nesta pessoa o acolhimento e a segurança que necessitavam, se os seus convidados saíram de lá amando a história de amor que os uniu, se o noivo entendeu o sentido de sua espera e a noiva a nova condição de casada que emergiu de seu interior, e que à tona extrapolou vestidos, penteados e lembrancinhas. Um profissional de Celebração não será autorizado por nenhuma igreja, instituição ou governo, embora estes poderão habilitá-los, quem os autorizará será o amor que une os casais, que os transforma no melhor que poderiam ser. Quem autorizará o Profissional de Celebração é o Amor dos casais que vê nesta pessoa alguém que os apóia, um a segurança na passagem para a nova condição, uma essência amorosa e verdadeira que entende também a essência da história de amor deles.
A condição do novo Profissional de Celebração é a de um mediador à serviço do Amor, que possuindo conhecimentos que lhe permitam apresentar-se em público e a conduzir uma cerimônia, tenha acima de tudo a sabedoria e o discernimento de que, conhecimento não adianta nada, quando pessoas são desrespeitadas, que compreenda que uma celebração é única e nunca mais se repetirá e que noivos é uma condição momentânea mas este momento, é para toda a vida.
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